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terça-feira, 4 de junho de 2013

Fortuna – Deusa da Sorte Romana


Fortuna – Deusa da Sorte Romana

Fortuna é a Deusa que nutria a esperança de todo os homens. Na mitologia romana, Fortuna é a correspondência da Deusa Grega Tique, Filha de Júpiter. Há de se lembra que dentro desta cultura romana se acreditava profundamente que os Deuses decidiam o destino do homem e sendo395px-Fortuna_or_FortuneDeusa da Esperança e da Sorte, (seja ela boa ou má) poderia atrair tais bons augúrios para a sua vida diária ou futura, trazendo a felicidade ou desgraça, aos olhos de alguns. Geralmente ela é representada com uma cornucópia em sua mão, um timão, uma roda e normalmente cega ou vendada por algo.

A cornucópia simbolizava sua distribuição de bens e prosperidade aos homens, através de sua cegueira demonstrava assim distribuir de forma aleatória a boa (que trazia prosperidade e alegria tão almejadas) ou má sorte. A roda buscava decidir de forma igualitária os felizes e sofredores, mantendo a instabilidade do acaso também como a cegueira e o timão demonstram a coordenação da vida dos homens, guiando o destino dos homens ou mesmo pilotando a vida.

Seu culto foi introduzido na época republicana pelo rei Sérvio Túlio, que possuia seu Templo próximo ao Capitólio, conhecido como Templo de Fortuna Virilis. Rei Túlio dizia ter amado a própria Deusa, que entrava pela sua janela apesar de ser um mortal, existia uma estatua do velho rei, em seu templo, mostrando a profunda associação a Ela.

A Deusa Fortuna podia dentro dos ritos antigos ser invocada de diversas forma e nomes. Seu principal festival era o Fors Fortuna, que era realizado no dia 11 e 24 de junho em Roma, onde todos se reunião fazer buscar a Sorte e Fortuna desta Mãe acolhedora.

Mesmo com o advento do cristianismo a Deusa Fortuna continuou dentro do vocabulário e mente do homem dito moderno. Há de se lembrar que existe referência a Deusas ligadas a prosperidade e sorte, como demonstra a própria Bíblia em Tiago 5:1-6

Infelizmente o que vemos atualmente é uma busca desenfreada em busca de riqueza. Devemos permitir que a boa sorte se manifeste me nossas vidas, buscando nosso triplo equilíbrio em uma caminhada espiritual, mental e material. E reconhecermos que a prosperidade necessita ser distribuída como a própria Deusa Fortuna o faz. Ao observarmos o mundo em que vivemos podemos claramente perceber que tal fato não está realmente acontecendo.

Temos o dever de tornarmos-nos a própria manifestação da Deusa Fortuna. Se desejamos ser servidos com fortuna, devemos buscar uma visão mais equilibrada no hoje, no que podemos fazer agora em relação a nossa conduta.

“Quem usa mal a suas riquezas e poder, pagará bem caro!” 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PANTEÃO INDU - DEIDADES -


krishnaflauta

Abhaswaras é uma classe de deidades da mitologia hindu. São sessenta e quatro em número e sua natureza é pouco conhecida.

Seguindo os ensinamentos da própria Mitologia Hindu, o nome do deus Ganesha deve ser chamado antes de qualquer trabalho. Assim sendo, iniciaremos essa nova seção mitológica falando sobre esse importante deus hindu.

Ganesha – O deus que remove os obstáculosganesha

Ganesha é o mais cultuado deus hindu. Seu nome é invocado antes de qualquer trabalho ou empreendimento, pois ele é considerado o deus que remove os obstáculos (vignam), sendo também conhecido como Vigneshwara.
Ele possui uma cabeça de elefante e quatro braços. Ganesha tem uma enorme barriga e adora doces e frutas. Em torno de sua barriga, ele usa uma cobra como adorno.normalmente, ele é representado de pé, sentado ou dançando. Seu vahana é um pequeno rato (mooshikam ou minjur).

Ele também é conhecido como:
Ganapati
Gajanana (aquele com o rosto de elefante)
Pilliar
Vinayagar

Brahma – o Deus da Criaçãobrahma

Brahma representa a força que cria tudo no universo. Nesse papel, ele é ajudado por sua consorte Sarasvati, que é possuidora do sumo conhecimento. Juntos, são responsáveis por infundir alma aos seres vivos.
Segundo algumas lendas, Brahma nasceu do umbigo do deus Vishnu, quando este avistou a encantadora Lakshimi, deusa da beleza e da fortuna. Em outros contos, Brahma surgiu de um ovo de ouro, posto por Brahman (a energia espiritual suprema) nas águas primordiais que originariam toda a existência. Após o ovo ter se rachado, libertando o deus, suas duas metades tornaram-se o céu e a terra.
Alguns textos (e mesmo algumas imagens) mostram o deus como tendo cinco ou quatro cabeças (das quais saíram os Vedas, as sagradas escrituras do hinduismo). Mas há outras versões que falam apenas de três cabeças, que teriam surgido da seguinte maneira:
"Certo dia, ao avistar a bela Sarasvati, de pele alva e vastos cabelos negros, graciosamente sentada sobre uma flor de lótus, o deus apaixonou-se imediatamente. Percebendo que Brahma a observava, a deusa ficou constrangida e pôs-se a andar para a esquerda. No mesmo instante, surgiu uma nova cabeça no ombro esquerdo de Brahma, que não queria perder a bela deusa de vista. Ainda observada pelo deus, Sarasvati dirigiu-se para o lado oposto, mas novamente surgiu outra cabeça no deus – desta vez em seu ombro direito. Por fim, a deusa do conhecimento correspondeu ao amor de Brahma e tornou-se sua esposa. Desde então, o deus possui sua três cabeças, que lhe permitem conhecer tudo o que se passa no universo."
São muito raros os templos dedicados a Brahma, pois não há um culto separado para este deus (diferentemente do que ocorre com Vishnu ou Shiva). Conforme a mitologia, Brahma teria sido amaldiçoado por Shiva (por ter proferido uma mentira e ofendido seu ego) e, portanto, não seria cultuado. Ainda assim, em todos os templos dedicados a Vishnu e a Shiva há a imagem de Brahma.

Ganga – O Rio SagradoGanga

Ganga é a deusa do sagrado rio Ganges. Ela originalmente vivia nos céus, mas foi trazida à Terra por Bhageeratha, que queria enviar seus ancestrais à salvação. Eles haviam sido queimados pela fúria do sábio Kapila, sem que ninguém pudesse lhes fazer os ritos de funeral apropriados. Assim, suas almas não podiam ascender aos céus.
Bhageeratha contou com a ajuda do deus Shiva, que suportou a força do fluxo do rio enquanto este descia à terra. Desejando desequilibrar o deus, Durga utilizou toda a sua força nessa descida. Ainda assim, Shiva era mais que páreo para essa deusa, e facilmente conseguiu dominá-la, prendendo-a com suas emaranhas trancas internas. Ouvindo as súplicas de Bhageeratha, Shiva liberou um pequeno fluxo do rio para a terra. Esse minúsculo fluxo liberado é o grandioso rio Ganges, que nasce no Himalaia.
Ganga, certa vez, foi amaldiçoada a se casar com um mortal. Em decorrência da maldição, ela casou-se com Shantanu, com quem teve oito filhos. A deusa afogou todos eles, com exceção do último, que sobreviveu graças à intervenção de Shantanu. A criança sobrevivente era Bhishma, também chamado Ganga-Putra. Como Shantanu havia quebrado sua promessa de jamais contrariar a deusa, Durga deixou-o, levando consigo seu filho (que naquele tempo se chamava Devaratha). Posteriormente, ela enviou o filho de volta, após tê-lo ensinado tanto nas escrituras como no manuseio das armas.


Hanuman (Anjaneya) O deus-macacohanuman

Hanuman, o deus-macaco, é intitulado Chiranjeevi (de vida eterna). Ele é forte, valoroso e possui vários poderes e habilidades. Ao mesmo tempo, ele é sábio e um grande iogue (praticante da yoga). Possuía um único pensamento: servir a seu senhor Rama com extrema devoção e humildade.
Ele é conhecido por vários nomes: Hanuman, Anumandhayya, Aanjaneyalu, Anjaneya (por ser o filho de Anjana), Maruthi (filho de Vaayu - no Maharashtra), Anumandhan, Vaayunandhan, Kesarinandhanan, Aadhitasishyan e Siriya Thiruvadi (por ter sido o servo de Rama).
Ele é adorado nos templos como Bhaktha Hanuman ou Veera Hanuman. Como Bhaktha Hanuman, ele é visto com as duas mãos juntas, postas em oração. Como Veera Hanuman, aparece com seu cetro em uma mão e o sanjeevi Parvatham na outra.
Sua vida:
Hanuman, ou Anjaneya, é o filho da devta Anjana, que, há tempos, fora uma dama celestial, que nascera como uma mulher-macaca em decorrência de uma maldição.
Anjana vivia alegremente com seu esposo Kesari. Quando o rei Dasaratha executou um ritual pedindo por mais descendentes, encontrou uma jarra de payasam (espécie de pudim) entre as chamas da fogueira que acendera. Suas esposas dividiram entre si a iguaria, e assim deram à luz a Rama, Lakshmana, Bharatha e Shatrugana. Uma porção da iguaria também foi levada pelo deus dos ventos, Vaayu (ou Vayu), e acabou nas mãos de Anjana, que teve um filho forte e adorável. Sendo Vaayu o responsável pela chegada do payasam às mãos de Anjana, ele também é considerado o pai de Hanuman.
Hanuman cresceu como um rapaz valente e travesso. Ele podia correr tão rápido como o vento. Confundindo o Sol com uma fruta, voou pelos céus para alcançá-lo (tamanha era a sua força de vontade, mesmo quando criança). Indra, transtornado por tal comportamento, acertou Hanuman com seu raio (Vajraayudham). Vaayu chateou-se porque seu filho fora atacado e parou os ventos. O mundo inteiro passou a viver um caos. Todos os deuses ofereceram várias dádivas poderosas a Hanuman, tornando-o mais poderoso e invencível que anteriormente. Vaayu Bhagavan contentou-se, e tornou a seu trabalho, liberando os ventos.
Hanuman estava causando problemas para os rishis e para as demais pessoas, sem se dar conta de quão grande era agora o seu poder. Os rishis furiosos, então, o amaldiçoaram: ele não mais se recordaria dos próprios poderes até que alguém o lembrasse destes. Isso o fez aquietar-se, e ele começou então a estudar com os rishis. Ele quis aprender com Surya, que viaja eternamente. O poderoso Hanuman viajou velozmente com Surya, aprendendo com ele todas as escrituras. Concordou, posteriormente, em servir ao filho de Surya, Sukriva. Depois, acabou tornando-se um confiável e valoroso ministro de Sugreeva, um rei macaco.
Hanuman teve um papel muito importante no grande épico Ramayana. Quando Rama foi banido de seu reino (Ayodhya) por sua mãe Kaikeyi, teve de partir para a floresta, acompanhado pela esposa Sita e pelo irmão Lakshmana. Sugreeva, com seu exército e Hanuman, escondia-se de seu irmão Vaali naquela mesma floresta. Lá Hanuman encontrou Rama, a quem desde então jamais deixou. Quando Sita foi raptada por Ravana, um rei-demônio, Hanuman voou por todo o mundo até encontrá-la. Ele tornou-se o mensageiro da paz na corte de Ravana. Ajudou Rama a atravessar o oceano, construindo uma ponte. Durante uma guerra, voou para buscar a montanha Sanjeevi, repleta de ervas medicinais, para reviver Lakshmana, que havia caído em batalha. Quando o vitorioso Rama retornou a Ayodhya e foi coroado rei, Hanuman continuou a servi-lo.
Hanuman aparece também no épico Mahabaratha, aliando-se aos Pândavas na guerra contra os Káuravas. Ele estabilizou e protegeu a carruagem de Arjuna, estando presente no estandarte preso ao veículo. Ele foi, assim, honrado por presenciar a grandiosa vitória do pupilo de Krishna na guerra dos Bharathas.

Indra – O rei dos céus

Indra é o rei dos Devtas, o deus do trovão, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Sua grande cidade nos céus chama-se Amaravathi. Ele possui um elefante chamado Iyravata e uma vaca sagrada de nome Kamadhenu. Essa vaca é capaz de realizar qualquer desejo; portanto, Indra é muito rico. Indra também possui uma árvore chamada Kalpatharu, que rende riquezas.
Sua rainha e consorte é Sachi. Os Asuras são seus inimigos mortais, e a guerra entre asuras e devtas jamais teve fim e, por vezes, os Asuras conseguiram subjugar os Devtas, como se descreve no próprio Rig Veda.
Seu feito mais importante foi a derrota do asura Vritra, que era um dragão (ahi). Vritra encerrava, em seu interior, todos os elementos vitais do universo e, para libertá-los, Indra enfrentou e derrotou o demônio. Em suas batalhas contra Vritra e outros demônios, como Namuci, Indra freqüentemente contou com o apoio de Vishnu.
Indra é a principal deidade do Rig Veda. A maioria dos hinos nesse primordial livro do hinduísmo dirige-se a ele. Indra é capaz de conceder algumas pequenas dádivas a seus devotos. Ele não é diretamente adorado, mas é freqüentemente invocado em sacrifícios.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus. Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra. Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.
No Rig Veda, Indra é descrito como o deus mais poderoso. De todo modo, em textos posteriores, sua importância foi consideravelmente diminuída. Ele já não é o todo-poderoso, tendo de sujeitar-se à trindade suprema de Brahma, Vishnu e Shiva. Ele é descrito como enganoso e de fraca determinação em muitas histórias. Em decorrência de seus atos, ele é freqüentemente amaldiçoado por sábios ascetas.

Kama, o deus do amor

Kama é o deus do amor e da luxúria. É também chamado Manamatha, e é o mais belo entre homens e deuses. Ele usa um arco de cana-de-açúcar, com o qual lança flechas de flor nos humanos, para fazê-los apaixonarem-se. Ele é casado com Rati, uma das filhas de Daksha.
Há certa confusão para definir sua origem. O Vishnu Purana (um dos Puranas – importantes obras hindus) o traz como filho de Dharma (Yama) e Shradha (uma filha de Daksha). De todo modo, uma versão mais popular, baseada no Shiva Purana, apresenta Kama como filho de Brahma.
Certa vez, quando Shiva se entristecera pela morte de sua esposa Sati e decidira abandonar o mundo, os Devtas temeram pelo destino do universo. Eles sabiam que, caso Shiva não se alegrasse novamente, o mundo estaria condenado ao fim. Eles queriam que o deus se apaixonasse novamente e tivesse filhos. Assim, eles encarregaram Kama dessa tarefa, pois tal era seu ofício.
Kama foi para a desolada floresta onde Shiva meditava profundamente. Ele foi acompanhado pela primavera, e logo toda a floresta transformou-se em um belo jardim. Uma indescritível e inebriante fragrância tomou conta do ar. Para que Shiva finalmente se apaixonasse, era necessário que ele encontrasse uma mulher digna e satisfatória. Felizmente, Uma, filha de Himavan (o rei das montanhas), era uma encarnação de Parvati e já estava prometida para Shiva; portanto, ela era a esposa certa para o deus. Mas, mesmo que ela tudo fizesse pelo deus, este não lhe dava muita atenção, tamanha a sua tristeza pela morte de sua amada Sati.
Esse era o momento certo. Kama ajustou uma de suas melhores flechas-de-flor em seu arco de cana-de-açúcar e disparou a seta rumo ao coração de Shiva. No momento em que o alvo foi atingido, Shiva abriu seus olhos e imediatamente apaixonou-se por Uma. Porém, logo o deus enfureceu-se, ao perceber o ardil de Kama para interferir em seus planos. Assim, Shiva abriu seu terceiro olho, a semente da destruição, e fixou seu olhar furioso em Kama.
Tamanha era a força do olhar de Shiva que Kama foi imediatamente reduzido a cinzas. Ao ver seu marido morto, Rati caiu aos pés de Shiva, implorando por sua misericórdia. Por fim, comovido pelos argumentos da desesperada esposa, Shiva cedeu e trouxe Kama de volta à vida. Porém, havia uma condição: Kama não mais teria forma, e apenas Rati poderia vê-lo em sua real beleza; o deus seria invisível para todos os demais. Essa história pode ser vista no Matsya Purana.

Shiva – Deus da DestruiçãoShiva

Shiva é o deus da destruição, aquele que, juntamente com Brahma (o criador) e Vishnu (o preservador), faz completar-se o ciclo da exitência. Em seu divino papel, é ajudado por sua consorte, Parvati, a deusa da desintegração.
Shiva é normalmente adorado na forma do falo (Linga) fixo em um pedestal. O Linga representa a energia primordial do criador. O Linga, adorado como símbolo do deus Shiva em diversos templos, é geralmente feito de pedra, consistindo em três partes. A porção inferior, com a forma de um quadrado, representa Brahma. A parte central, com a forma de um octógono, simboliza Vishnu. Estas duas partes são embutidas em um pedestal. A terceira parte, um cilindro que se projeta acima do pedestal, representa o deus Shiva.
Shiva reside em altas cadeias de montanhas nevadas. As representações de sua forma física costumam mostrar o deus calmamente meditando. Seus ornamentos não são os usuais enfeites de pedra ou ouro. Ele usa um colar feito de crânios, representando seu papel como destruidor. Possui cobras enroladas em seu corpo e seus cabelos se estendem por todo o céu. A lua crescente adorna sua coroa, simbolizando seu controle sobre o ciclo do tempo. Ele cobre seu corpo com cinzas e usa peles de tigre e de elefante. Possui também um terceiro olho, fonte de conhecimento e sabedoria.
Assim, a referência a Vishnu meramente como destruidor de toda a existência não é precisa. O deus representa o poder que, no devido momento, guiará a todos no retorno à origem de toda a existência; ele é a força que, ao destruir tudo que existe, permite a continuidade, a perpetuação do ciclo existencial.

Outros nomes e manifestações de Shiva:
Nataraja
Dakshinamurthi
Lingodhbava
Haryardhamurthi
Ardhanareeswara
Bhikshatana

Surya – O Solsurya

Surya é o sol. Tal como Chandra, ele é tanto Devta como Navagraha (um dos nove astros/planetas de grande importância nos rituais hindus). De acordo com o PurushaSuktam (do Rig Veda), ele surgiu dos olhos de Purusha, o homem primordial, quando este foi sacrificado. Surya tem duas esposas, Sangya (filha de Vishwakarma) e Chaaya. Ele tem muitos filhos, sendo o mais conhecido Shani (saturno), que é também um dos Navagrahas. Algumas fontes também trazem Kama como filho de Surya.
Dentre os planetas, seus inimigos são Rahu e Ketu. Tal inimizade decorre do incidente da busca pelo Amirtham (néctar da imortalidade), que também envolveu um dos avatares de Vishnu, Kurma.
Suas virtudes são exaltadas no hino de Aditya Hridayam. Nesse hino, ele é adorado como senhor do universo, origem de todas as bênçãos.
Do Aditya Hridayam:
Em verdade, ele é o mesmo que Brahma, Vishnu, Shiva, Skanda ou Prajapati.
O mesmo que Indra, Kubera, Kala, Yama, Soma e Varuna.
Ele é Pitris, Vasus, Sadyhas, Ashwins, Maruts e Manu.
Ele é o vento, o fogo e a respiração, o criador das estações e a fonte da luz.


Vishnu – Deus da Preservaçãovishnu

Vishnu é o deus da proteção e da manutenção de toda a vida. Sua esposa, Lakshimi, representa a riqueza (não só material, mas de alimentos, de coragem, de espírito, de felicidade e de descendentes), que tem grande importância à preservação da vida. Vishnu e Lakshimi, portanto, preservam as almas introduzidas por Brahma no ciclo da vida.
É descrito como um belíssimo deus, de pele azul como o infinito. É geralmente representado com quatro braços, e nas mãos leva uma concha, um disco (o chackra), um cetro e a flor de lótus. Sua montaria é o pássaro solar Garuda, filho de uma divindade primordial, Kasiapa.


vishnu2Segundo algumas lendas, foi Vishnu o criador do deus Brahma (que teria nascido de seu umbigo) e do deus Shiva (surgido de sua testa). Como Vishnu-Narayana, ele teria trazido o universo à vida, através de sua própria energia, chupando o dedão do pé como um bebê, enquanto flutuava nas águas primordiais sobre uma folhe de bananeira.
Vishnu é também chamado Nilameghashyamalan – possuidor da aparência das nuvens negras. Como prova de que os opostos se atraem, apesar dessa aparência, Vishnu é visto como aquele que traz a luz e a serenidade ao mundo. Sempre que a existência está ameaçada, Vishnu restabelece o equilíbrio universal. Para tanto, ele encarna sob uma forma terrena, um avatar (ava = manifestação, tara = lei), combatendo os maus espíritos e mostrando ao homem o caminho da salvação. Por nove vezes ele já desceu ao mundo como um avatar, e agora é aguardado em sua décima e última encarnação terrena, que virá anunciando o fim dos tempos.



Yama – O deus da Morte


Talvez, à exceção de Indra, nenhum outro personagem védico tenha sofrido tantas transformações no tempo dos Puranas. No Rig Veda, Yama é o filho de Saranyu (filha de Tvashta, o deus-artesão) e Vivasvant (associado com o sol).
Em trechos diferentes do Rig Veda, Yama é o homem primordial. Sua irmã gêmea, Yami, o chama de "o único mortal" em um diálogo do Rig Veda, em que o incita a cometer incesto com ela. Em sua integridade, Yama rejeita os pecaminosos avanços da irmã. Ele afirma: "Os deuses estão sempre vigiando nossas ações e devem punir os pecadores".
Yama voluntariamente escolhe a morte, partindo para o outro mundo. Ele encontrou o caminho para a terra de seus antepassados; a Morte é seu reino. Mas tal escolha causou imensa aflição a Yami, que ficou inconsolável. Quando os deuses tentaram fazê-la para de chorar, ela respondeu: "Como posso eu não lamentar, se hoje é o dia da morte de meu irmão?!" – e, para curar seu sofrimento, os deuses criaram a noite. Desde então, a noite segue o dia, e o ciclo do tempo teve início.
A coruja e o pombo são mencionados como os mensageiros de Yama. Os cães farejadores de quatro olhos, filhos de Sarama (a cadela celestial) são seus emissários usuais. Eles vigiam o caminho ao longo do qual o homem morto caminha para encontrar seus antepassados.
Em algumas fontes, Yama é apresentado como filho de Surya e Sangya (que é filha de Vishwakarma), e irmão do planeta Shani (saturno). Ele é um dos oito guardiões das direções, responsável pelo sul. Ele é o senhor da morte, e todos os mortais vão para seu tribunal para serem julgados. Seu escriturário, Chitragupta, guarda um registro de todos os feitos de cada homem. Yama pode condenar a alma tanto ao céu como ao inferno, baseando-se no equilíbrio do Karma. Em seu papel como juiz, Yama é também chamado de Dharmaraja, o deus da justiça. Seu conhecimento das escrituras é imenso e ele é o último árbitro da verdade e da falsidade.
Yama vive em Yamapuri e é um fiel devoto de Vishnu. Seus servos são os chamados Kinkaras, que se encarregam de trazer as almas dos mortais para o julgamento. Sua montaria (vahana) é um búfalo, negro como o próprio deus. Yama carrega em sua mão um laço, o Yama Paasa, com o qual ele retira as almas de suas prisões mortais.
Há muitas histórias populares envolvendo Yama. O Katha Upanishad conta a história de como Nachiketa, um jovem adorador de Brahma, foi até sua morada perguntar sobre os segredos da morte e da alma.
No Mahabharata, Yama é o pai de Yudhishtira, o Pândava primogênito. Vidura (que também está presente no épico da grande guerra dos Bharathas), ministro-chefe de Dhritarashtra, possui alguns aspectos de Yama, compartilhando sua sabedoria e seu discernimento.


Como o próprio universo, dividido em céu e terra, Agni tem duas origens, e apenas a ele se aplica o epíteto dvi-janman (que possui dois nascimentos). Mais do que qualquer outro deus, Agni é associado com os humanos. Ele é chamado "Senhor da casa", e é aceso em toda habitação. Ele é o imortal que dorme entre mortais. Ele é, às vezes, chamado de pai, irmão ou filho de seus adoradores.
Sua sabedoria é lendária e ele sabe todos os detalhes dos ritos de sacrifício, e tal como Indra é o senhor dos guerreiros, ele é o senhor dos sacerdotes. Agni é um grande benfeitor de seus adoradores, e é também a testemunha dos juramentos, especialmente dos votos de matrimônio (é dito que o casamento hindu acontece com "Agni como testemunha").

Sarasvatisarasvati

Sarasvati é a consorte de Brahma (o deus da Criação) e a deusa da sabedoria e do aprendizado. Ela é considerada a personificação de todo o conhecimento – artes, ciências e todos os demais ofícios e habilidades.
Ela é vista como a elegante representação da pureza e da sabedoria. É representada como uma bela mulher, de vastos cabelos negros, sobre uma flor de lótus, geralmente acompanhada por um pavão e por seu vahana, um cisne (que, por saber distinguir o leite da água, representa a sabedoria da deusa em separar o bem do mal). Possui quatro braços; em uma das mãos, carrega um livro, em outra, um rosário. Com as outras duas mãos, ela toca a veena (instrumento de cordas).
Tal como Brahma, ela não é adorada em muitos templos. De todo modo, ao menos uma vez no ano, os professores, estudantes, artesãos e outros trabalhadores fazem uma celebração em sua honra, oferecendo suas preces por mais um ano de bons trabalhos.



Lakshmilakshmi

Lakshmi (ou Lakshimi) é a deusa da riqueza e prosperidade, consorte de Vishnu (o Preservador). É associada com Sri, uma deidade pré-védica da fertilidade.
Lakshmi é a fonte de riqueza (não só material), fortuna, prosperidade, amor e beleza. Nas encarnações (avatares) de Vishnu, ela também tomou várias formas para acompanhá-lo, como Sita (esposa de Rama) e Rukmini (esposa de Krishna).
Ela é possuidora de grande beleza e é representada tanto em pé como sentada, mas sempre sobre uma flor de lótus. É geralmente acompanhada por dois (às vezes quatro) elefantes, que aparecem entregando-lhe adornos ou borrifando água sobre a deusa. Possui quatro braços e, com os dois superiores, carrega flores de lótus. Nos outros dois braços (em algumas representações) leva o amirtha kalasam (pote com ambrosia) e um jarro que transborda com ouro e outras preciosidades.
Ashta Lakshims são as oito diferentes representações em que a deusa é comumente adorada. Em cada representação, ela dá uma forma de riqueza diferente a seus devotos.
Ashta Lakshms:
São chamadas Aadi Lakshmi, Santhana Lakshmi, Gaja Lakshmi, Dhana Lakshmi, Dhaanya Lakshmi, Vijaya Lakshmi, Veera Lakshmi e Aiswarya Lakshmi.
Templos exclusivos para Lakshmi não são muito comuns. Porém, em todos os templos Vaishnavite (dedicados a Vishnu), há um santuário separado para a deusa.
São inúmeros os rituais e festivais realizados para invocar as bênçãos de Lakshmi. Em alguns deles, durante Navarathiri (nove noites), são oferecidas orações especiais a Sakthi, Lakshmi e Sarasvati – três noites para cada deusa.
Simbolismo
* Quatro braços: Os quatro braços de Lakshmi representam as quatro direções e a sua disponibilidade em guiar e ajudar em todos os lugares. Eles também representam os benefícios que ela dá – as quatro nobres metas de uma vida humana: dharma, artha, kama e moksha (respectivamente: cumprir com as obrigações, ganhar riqueza, realizar os desejos materiais e alcançar a salvação do espírito).
* Lótus: O lótus tem uma qualidade especial. Embora planta e flor vivam na água, o líquido não se aproxima delas. Krishna, no Bhagavad Gita, diz: "viva a vida como o lótus que não é tocado pela água mesmo nela vivendo". Lakshmi é a deusa mais associada com o lótus no sentido de que, enquanto aproveitamos a riqueza e a prosperidade que ela nos dá, devemos também evitar o apego aos bens materiais.
Amirta kalasam: representa o poder da deusa Lakshmi em conceder a imortalidade.

Outros nomes da deusa:
Haripriya
Padma – que vive sobre o lótus
Lokamata – mãe de todos no mundo
Padmasini, Kamalakshi, Ambujam

Parvatiparvati

Parvati é a mãe divina (Sakthi), consorte do deus Shiva. Em seu aspecto sereno, ela é também conhecida como a deusa Uma, sendo usualmente representada junto a Shiva e a seus filhos, Ganesha e Murugan. Possui apenas duas mãos, sendo que na destra (em algumas representações) segura um lótus azul.
Em seus aspectos tempestuosos, é comumente adorada sob os nomes de Durga e Kali. Essas formas são tomadas pela deusa quando é preciso destruir alguma forma do mal e, portanto, sequer precisam invocar o medo, pois ela é apenas a mãe zelosa que combate o mal e preserva a eterna paz e felicidade de seus filhos.
Como Durga, ela representa o poder supremo que preserva a ordem moral e a probidade na criação. Durga, também chamada Mãe Divina, protege a humanidade da dor e da miséria, destruindo as forças do mal como o egoísmo, o ciúme, o preconceito, ódio e a raiva. Seus dezoito braços significam que ela possui o poder combinado das nove encarnações do deus Vishnu na Terra. As diferentes armas em suas mãos (tal como a maça, a espada, o disco, a flecha e o tridente) trazem a idéia de que uma só arma não é capaz de derrotar todos os inimigos. Durga possui também um terceiro olho (em sua testa), veste-se com um belo sári vermelho e, às vezes, é vista sobre uma flor de lótus ou uma cabeça de búfalo.
Como Kali (a deusa do Tempo*), ela apresenta seu mais temível aspecto, geralmente retratada em um enterro ou em um campo de guerra. Em algumas imagens, ela aparece de pé sobre um cadáver, usando uma guirlanda de crânios e com seus cabelos soltos e desordenados.
*De fato, kali significa "preto", e kala (uma palavra diferente) significa "tempo". Possivelmente, foi deste trocadilho kali-kala que veio a idéia de Kali (verdadeiramente, a negra deusa da cremação), como também deusa do tempo.

Parvati é também adorada com os seguintes nomes:
Maheswari
Kaumari
Varahi
Vaishnavi
Chamundi
Durga
Kali
Bhuvaneswari
Mathangi
Lalitha
Annapurani
Rajarajeswari.

Fonte: Templo do Conhecimento

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Manco Capac e Mama Ocllo (a lenda do Lago Titicaca)

Nas terras a norte do Lago Titicaca, as pessoas viviam como animais selvagens. Eles não tinham nenhuma religião, não há justiça, não há cidades.Esses seres não sabia como cultivar a terra e viviam nus. Abrigar em cavernas e alimentavam de plantas, frutos silvestres e carne crua. Inti, o deus sol, decidiu que tinha que civilizar esses seres. Ele perguntou ao filho Ayar Manco e sua filha Mama Ocllo para descer à terra para construir um grande império.

 
Eles ensinam os homens as regras da vida civilizada e adorar seu deus criador, o sol. Mas, primeiro, Ayar Manco e Mama Ocllo deve estabelecer uma capital. Inti que lhes foi confiada uma vara de ouro, dizendo o seguinte:
 
- A partir do grande lago, onde você chegar, marcha para o norte. Toda vez que você parar para comer ou dormir você deve plantar este pessoal de ouro no solo. Onde ele afundar, sem esforço, você irá construir a Cuzco e vai levar o Império do sol.Na manhã seguinte, Ayar Manco e Mama Ocllo apareceu entre as águas do Lago Titicaca. A riqueza de suas roupas e brilho de suas jóias feitas a pessoas logo percebem que eles eram deuses. Assustado, o povo seguia em segredo.
 
Ayar Manco e Mama Ocllo começaram a marchar para o norte. Os dias foram passando sem a vara de ouro afundou no solo. Uma manhã, ao chegar em um lindo vale cercado por montanhas majestosas, a equipe de ouro afundou suavemente ao chão. O que havia para ser construído Cuzco, o "umbigo" do mundo, a capital do Império do Sol
 
Ayar Manco virou-se para os homens que os cercavam e começou a ensiná-los a fazenda, caçar, construir casas, etc ...Mama Ocllo virou-se para as mulheres e lhes ensinou a tecer a lã de lhamas para fazer a roupa. Também lhes ensinou a cozinhar e cuidar da casa ...
 
Assim, Ayar Manco, virou-se Manco Capac, com sua irmã Mama Ocllo assentado sobre o trono do novo Império do sol. A partir deste dia, todos os imperadores incas, descendentes de Manco Capac, governou seu império com a sua irmã que virou mulher.
 

INTERPRETAÇÃO
É evidente a partir da lenda que se trata de figuras míticas, considerada de origem divina, que veio com uma missão civilizadora levou para o sul para norte do Peru. No fundo eles são candidatos férteis terras que procurou envolver-se em tarefas de trabalho agrícola. Neste sentido é simbolizado pela vara afunda na terra como a planta no solo para florescer.
 
A interpretação desta lenda tem um forte apoio real e afirmando que Manco Capac representa toda uma nação, possivelmente de tiawanakenses que vivem na região do lago sagrado, como se sabe, as terras mais férteis, há precisamente em torno do lago para que houvesse um momento em que a explosão demográfica ea escassez de terra forçou o país a encontrar uma outra região rica e ampla. É argumentou ainda que possivelmente Tiawanako estado, cuja capital Taypiqala foi destruída por invasores Aymaras provenientes da área de Tucumán e Coquimbo, no sul, e obrigaram os seus habitantes a emigrar para o vale de Cusco.
 
Há evidências de que Tiahuanaco ou Tiwanaku civilização (nome da Bolívia) teve participação decisiva na formação de Tawantinsuyo.


Deusa Celeste Mama Occlo

Antigamente no Perú, festejava-se a deusa celeste Mama Occlo. Ela também foi deificada como mãe e deusa da fertilidade.
E na lenda acima, ela era tida como filha do Deus-Sol Inti e de Mama Quilla. Mamma Occlo seria irmã e esposa de Manco Cápac. Occlo e Cápac teriam emergido das águas do Lago Titicaca em seu barco de junco e imediatamente começado a trabalhar.
Mamma Occlo teria inventado a tecelagem e ensinado às outras mulheres. Juntos, os dois teriam ajudado a povoar e a civilizar o mundo. Foram considerados como fundadores da cidade de Cuzco, capital do império Inca.
Fonte:História do Peru no processo americano e mundial: o Inca e seus contemporâneos / Juan Castillo Morales.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Deuses Gregos


Deuses Gregos

Afrodite - Uma das doze principais divindades olímpicas gregas, inicialmente a rainha do céu fenícia, convertida na personificação da beleza física, do amor e da sensualidade.
Agraulós - Deusa grega do orvalho, irmã de Pandrosós.
Androktiasi - Deusas gregas dos infortúnios e dos sofrimentos.
Ariadne - Deusa cretense do amor e da fertilidade, convertida em simples heroína pelos mitos gregos.
Ártemis - A mais completa das doze divindades olímpicas, representa as variações da natureza feminina como deusa virgem lunar, ninfa caçadora, padroeira das florestas e dos animais, mãe protetora das crianças e dos nascimentos ou deusa guerreira das Amazonas.
Astrea - Deusa grega da justiça, da perfeição e das estrelas.
Athana Lindia - Deusa grega da colheita.
Athena - Deusa grega da ordem, da justiça, da sabedoria, das artes e da estratégia, originariamente uma deusa lunar minuana protetora do lar e da comunidade.
Aurora - Deusa grega da alvorada, equivalente a Eos.
Baubo - Deusa grega do riso e da alegria.
Bendis - Deusa lunar grega, reverenciada na Trácia, identificada com Ártemis, Hécate e Perséfone.
Britomartis - Deusa lunar cretense associada à terra, às árvores e aos animais selvagens, identificada a Ártemis.
Cárites - Deusas gregas da graça e da beleza.
Chloris - Deusa grega dos brotos e das flores, similar a Flora.
Cypria - O nome dado a Afrodite no Chipre, sua terra natal.
Deméter - Deusa grega da fertilidade da terra, da agricultura e dos cereais, uma das doze divindades olímpicas, protetora das mulheres.
Dike - Ou Diccia, Uma das Horas gregas, representa a ordem na natureza e na sociedade, junto com sua irmãs Poena e Adicia.
Dríades - Ninfas gregas das árvores.
Enyo - Deusa grega da guerra, equivalente a Bellona.
Eos - Deusa grega da alvorada.
Erínias - Ou Fúrias, Deusas gregas da justiça e vingança, irmãs de Moiras, guardiãs do mundo subterrâneo, auxiliares de Nêmeses.
Eris - Deusa grega da discórdia e da guerra.
Eurydice - Deusa serpente grega, soberana do mundo subterrâneo, uma ninfa esposa de Orfeu.
Eurynome - A mais antiga deusa criadora grega.
Eutychia - Deusa grega da felicidade, equivalente a Felicitas.
Górgonas - Deusas gregas do poder oculto.
Hebe - Deusa grega da juventude.
Hécate - Deusa grega da lua minguante, da noite e da magia, guardiã dos caminhos e senhora da sabedoria.
Hemera - Deusa grega da luz solar e da alvorada.
Hera - Uma das doze divindades do Olimpo grego, filha de Rhea e Cronos, esposa de Zeus, mãe de Ares, Hebe e Hefáistos, padroeira dos casamentos e nascimentos.
Hygéia - Deusa grega da saúde e da cura.
Ino - Deusa grega da água e da agricultura.
Io - Deusa lunar grega, precursora de Hera.
Irina - Ou Eirene, Deusa grega da paz, filha de Themis e Zeus, cuja equivalente romana era Pax.
Íris - Mensageira grega da luz, deusa do arco-íris.
Leto - Deusa grega da noite, mãe de Ártemis e Apolo.
Leucothea - Deusa grega da alvorada.
Ma - A “Senhora dos Animais” da Antólia, adotada pelos gregos e romanos como deusa da agricultura Na África do Sul, Ma era a deusa da fertilidade.
Melissa - Deusa cretense das abelhas.
Mnemosyne - Deusa grega da memória e inteligência.
Moiras - Ou Parcas, As deusas gregas do destino, equivalentes às Parcas romanas.
Musas - Deusa gregas da arte, ciências e inspiração.
Nike - Deusa grega da vitória, equivalente à romana Victoria, um dos atributos de Pallas Athena.
Ninfas - Deusas gregas da Natureza.
Nyx - Deusa grega da noite, mãe de Hemera semelhante a Leto.
Pandora - Ou Anesidora, Deusa grega da terra e da abundância, um dos atributos de Gaia.
Pandrosós - Deusa grega da agricultura e fiação.
Perséfone - Deusa grega da morte e rainha do mundo subterrâneo, filha de Deméter, esposa de Hades.
Perseis - Ou Perse, Antiga deusa lunar grega.
Plêiades - Também conhecidas por Vergiliae ou Krittikas, eram as sete filhas da ninfa Pleione, transformadas em constelação.
Prosymna - Deusa grega da Terra e da natureza.
Pyrrha - Deusa grega do fogo telúrico, filha de Pandora.
Rhea - Mãe dos deuses gregos, filha de Gaia e Urano, esposa de Crono, reverenciada nas ilhas gregas, assimilada pelos romanos no culto de Bona Dea e Óps.
Selene - Deusa lunar grega, senhora das estrelas, equivalente a Luna e Levanah.
Skira - Antiga deusa grega das colheitas.
Tethys - Deusa grega do mar, filha de Gaia e de Uranos, mãe das Náiades e das Oceânides.
Thea - Deusa grega da luz solar e lunar.
Themis - Deusa grega da ordem e da justiça, mãe das Horas, das Hespérides e das Moiras.
Tyche - Deusa grega da boa sorte, idêntica à romana Fortuna.

Deuses Romanos


Deuses Romanos

Abundita - Abonde ou Abundantia, Deusa romana da agricultura, cujo nome significa e invoca a abundância.
Acca Larentia - Mãe dos lares, protetores romanos dos lares.
Aestas - Deusa romana do verão e da colheita do milho.
Angerona - Deusa romana do silêncio, do medo e da ordem.
Angitia - Deusa romana da cura, invocada para curar mordidas de serpentes.
Aradia - Filha da deusa Diana, regente da Lua e da Terra.
Befana - Representação romana da magia, transformada em personagem folclórico.
Bellona - Deusa romana da guerra, identificada a Vacuna, Nério e assimilada a Mah-Bellona.
Bona Dea - A Boa Deusa, padroeira romana da cura, reverenciada somente por mulheres, semelhante a Angitia, Ops, Ceres, Rhea e Tellus Mater.
Bruma - Deusa romana do inverno.
Cardea - Deusa romana guardiã da vida doméstica, protetora das portas e das crianças contra os espíritos malignos.
Carmenta - Deusa romana da cura, detentora de poderes proféticos e protetora dos nascimentos.
Carna - Deusa romana do bem-estar físico.
Ceres - Deusa romana da fertilidade da terra, da agricultura e dos cereais, protetora das mulheres, da maternidade e da vegetação.
Dea Dia - Antiga deusa romana da agricultura, identificada com Acca Larentia e Ceres.
Diana - Deusa romana da lua, da caça e das florestas, padroeira dos animais, das crianças e das mulheres. Equivalente da grega Ártemis, tornou-se a padroeira das bruxas medievais.
Egeria - Deusa romana da sabedoria e das profecias.
Fauna - Deusa romana representando a fertilidade da Terra, associada a Bona Dea, Cibele, Mater Matuta, Ops e Tellus Mater.
Februa - Deusa romana da purificação.
Felicitas - Deusa romana da felicidade, equivalente a Eutychia.
Flora - Deusa romana da primavera, das flores, das alegrias e prazeres da juventude.
Fortuna - Deusa romana da sorte, identificada com a grega Tyche.
Fortuna Redux- Deusa romana protetora das viagens.
Justicia - Deusa romana da justiça.
Juturna - Deusa romana das fontes e dos lagos.
Juventas - Deusa romana da juventude.
Larunda - Deusa romana protetora do lar.
Libera - Deusa romana da viticultura e fertilidade.
Libertas - Deusa romana da liberdade.
Lucina - Deusa romana da luz e dos nascimentos, formando uma tríade juntamente com Diana (o crescimento) e Hécate (a morte).
Luna - Deusa lunar romana, reguladroa dos meses e das estações do ano.
Maia - Deusa romana da primavera e do calor vital.
Mana - Deusa romana protetora das casas.
Mania - Deusa romana protetora das casas.
Mater Matuta - Deusa romana da alvorada, protetora das crianças, das mães e dos marinheiros.
Meditrina - Deusa romana da cura.
Mens - Deusa romana padroeira da mente, dos meses, dos números e dos calendários.
Minerva - Personificação romana do pensamento, dos cálculos e das invenções, padroeira das habilidades criativas e guerreiras, semelhante a Athena.
Moneta - Deusa romana da riqueza.
Muta - Deusa romana do silêncio.
Neria - Deusa romana da guerra, esposa do deus Marte.
Ops - Deusa romana da terra, protetora da agricultura e dos recém-nascidos, esposa de saturno.
Orbona - Deusa romana, protetora das crianças.
Pales - Deusa romana dos animais domésticos.
Parcas - Deusas romanas do destino, equivalentes às gregas Moiras e às Norns nórdicas.
Pax - Deusa romana da paz e da ordem.
Poena - Deusa romana da retaliação.
Pomona - Deusa romana das árvores frutíferas.
Praxidike - Deusa romana dos juramentos.
Proserpina - Antiga deusa romana da germinação das sementes, transformada depois em equivalente de Perséfone.
Robigo - Deusa romana dos cereais.
Rumina - Deusa romana, protetora das mães e das crianças.
Sabina - Deusa romana da fertilidade.
Salácia - Deusa romana da água salgada.
Salus - Deusa romana da saúde e da cura.
Sapientia - Deusa romana da sabedoria.
Strenia - Deusa romana da saúde, protetora dos jovens.
Tácita - Deusa romana da ordem e do silêncio.
Tanith - Deusa romana da lua, das estrelas e da noite.
Tellus Mater - Deusa romana da terra, da natureza, da fertilidade e dos juramentos.
Vagitanus - Deusa romana dos recém-nascidos.
Vanth - Deusa romana da morte.
Vênus - Deusa romana do crescimento, da beleza, da natureza e do amor sensual, equivalente a Turan e a Afrodite.
Vesta - Deusa romana, protetora do lar e da lareira, guardiã da chama sagrada idêntica à grega Héstia.
Victoria - Deusa romana da vitória, análoga à Sabina Vacuna e à grega Nike.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Deusa Ártemis


Deusa Ártemis

Ártemis, a senhora da natureza selvagem

Amada Deusa arqueira,
Senhora da caça e dos animais selvagens,
que vigias no céu estrelado quando o Sol está adormecido,
cuja testa é adornada pelo crescente lunar,
que habitas nas florestas escuras com Teu séquito de ninfas,
a Ti Senhora e Mãe,
eu invoco para me fortalecer e proteger,
ao longo da minha vida como mulher ...
Hino para Ártemis de Virgilio (adaptado)
Mirella Faur
As imagens e mitos gregos mais recentes representam Ártemis como uma virgem assexuada, regente da lua crescente, perambulando pelas florestas com seu grupo de ninfas, evitando o contato com os homens e matando aqueles que espiavam sua intimidade. No entanto, esta é apenas uma das inúmeras identidades assumidas por esta misteriosa Deusa, uma síntese das energias multifacetadas da essência feminina.
A natureza de Ártemis é complexa e contraditória: ela é virgem, mas cuida e auxilia parturientes e crianças; é caçadora e ao mesmo tempo protetora dos animais, é guerreira e rainha das Amazonas, mas também é A Mãe dos Mil Seios, senhora da fertilidade. Simboliza a dualidade do bem e do mal, ora aparecendo como uma linda donzela, ora deusa vingativa, agindo como parteira amorosa ou feroz guerreira, protetora das crianças sem nunca ter sido mãe, cuidando da vida ou promovendo a morte.
A sua origem é remota, sendo a herdeira de Potnia Theron, a Senhora dos Animais da civilização neolítica, representada cercada de animais e alada, com desenhos de peixes e espirais na sua túnica, vistos como símbolos do fluxo de energia criativa. Originariamente, Ártemis era a Mãe da Floresta, invocada por caçadores e viajantes que eram por Ela protegidos, desde que eles não matassem fêmeas prenhas e filhotes, não caçassem por esporte ou distração, nem desperdiçassem recursos e riquezas naturais.
Ártemis foi reverenciada ao longo do tempo e do espaço, com diferentes atributos, nomes e rituais, mas permanecendo sempre Megale Ártemis, a Grande Deusa. Das montanhas de Anatólia, o habitat das tribos de Amazonas, seu culto espalhou-se para África, Sicilia, Europa, as ilhas gregas como Creta e Delos, até Trácia na Grécia, onde floresceu em Brauron com as iniciações e danças das meninas–ursas. Sua estátua como a Deusa dos Mil Seios, no templo de Éfeso (construído em 320 a.C.e destruído mil anos depois pelos godos), era uma das sete maravilhas do mundo antigo e simbolizava o instinto primal de gerar, viver e morrer, o poder verdadeiro da Grande Mãe, tanto a Nutridora quanto a Ceifadora da vida, chamada Proto Thronia, a primeira no trono.
No mito grego Ártemis aparece como filha de Zeus e Leto (que originariamente era uma deusa pré-grega chamada apenas “Nossa Senhora”), que tinha sido amaldiçoada pela Hera para não poder parir em nenhum lugar onde os raios solares incidissem. Leto foi ajudada pela sua irmã Asteria, que se transformou em uma ilha mágica, Ortigia, que flutuava sob a superfície do oceano e assim sendo, livre da maldição. Ártemis nasceu com facilidade, mas como seu irmão gêmeo custava a nascer e Leto sofria dores terríveis, Ártemis a ajudou trazer Apollo ao mundo. Foi assim que se originaram os nomes de Ártemis como Eileithya e Partenos, a Parteira amorosa e o título de “Aquela que trazia a luz”. A ilha mágica - renomeada Delos (“brilhante”) - foi consagrada a Ártemis e Apollo, sendo que lá nenhum ser humano podia nascer ou morrer.
Quando Ártemis completou três anos, foi apresentada ao seu pai e Zeus encantado com sua precocidade lhe ofereceu quaisquer presentes que ela quisesse. Ártemis pediu para jamais precisar casar (e assim permaneceu, sendo imune aos encantamentos de Afrodite e Eros), ter mais nomes do que seu irmão, mas ter arco e flechas como ele, poder usar sempre uma túnica curta para correr à vontade nos bosques, ter como companhia sessenta ninfas do oceano e trinta dos rios que cuidassem dos seus animais, reger a Lua e a luz (na sua qualidade de Phoebe, “a luminosa”), ter o domínio das montanhas e florestas e o direito de fazer sempre suas próprias escolhas.
Assim como Athena e Héstia, Ártemis era virgem, ou seja, tinha autonomia e independência, liberdade para agir seguindo seu instinto, jamais se submetendo ao domínio ou controle masculino. Ela prezava sua liberdade e defendia o Seu espaço, transformando os intrusos em animais, bem como protegia as crianças e animais recém nascidos com a ferocidade da ursa, que era o Seu animal totêmico (além do cão, veado, corça, lebre, javali, lobo, cavalo) e que a personificava como a Mãe Ursa.
Seus inúmeros títulos se referiam às Suas funções e domínios múltiplos, como regente das florestas, dos animais, caça, lagos, pântanos, rios, mares, campos, clareiras, madrugada, Lua, luz, partos, cura, proteção. Ela regia as fases da vida, as transições e dimensões das experiências femininas, (infância, adolescência, gravidez, amamentação, menopausa, solidão, morte), protegendo-as das ações ou interferências masculinas.
Eram três as grandes áreas regidas: a sobrevivência das espécies (fertilidade, reprodução e nascimentos), o controle do tempo, das águas e das marés e o ciclo de vida, destruição e morte (como caçadora ela mantinha o fluxo e o intercâmbio natural das energias), regendo também a lua negra e a noite, junto com Hécate. As matas, os bosques e campos pertenciam à Ártemis e às suas ninfas que moravam nas árvores, plantas, nascentes e rios, cuidando e protegendo tudo com amor e dedicação. A paixão e a virgindade são aspectos entrelaçados de forma estranha e profunda, assim como também é o habitat selvagem e longínquo, que resiste e reage à qualquer forma de violação.
De todas as deusas gregas, Ártemis é a mais próxima das mulheres, por isso é considerada sua Protetora por excelência, como comprovam as dezenas de títulos e atributos a Ela conferidos, distribuídos em várias áreas por eles regidos.
Aspectos da natureza: Agrea, da terra não cultivada, Aetole, dos ventos, Agrotera, da caça, Akrea, das colinas, Amarysia, que traz a chuva, Aphetura e Toxotis, as Arqueiras, Arkadia, das montanhas, Artio e Eleuthera, as Mães Ursas, Astrateia, das estrelas, Daphne, do louro, Diktina, da caça, Euploea, que traz bom tempo, Heleia, dos pântanos, Hemera, do anoitecer, Kypharissa, rainha dos ciprestes, Lakone, do lago, Lemnos, da terra, Kariathis, da nogueira, Kedrinos, do cedro, Lykaena, das lobas, Melissa, das abelhas, Skulakitis, protetora dos cães, Pythia, a serpente.
Protetoras dos partos: Amnius e Delphinia, guardiãs do ventre antes do nascimento, Argennis e Eileithya, auxiliam os partos difíceis, Eulochia, Eunumos, Genetaira e Orsilochia ajudam no parto, Genetyllis, protetora dos nascimentos, Kurotrophos e Paedotrophus, enfermeiras e “babás”, Hemeresia, que tranqüiliza, Locheia, a que cuida do sangue no parto, Mogostakia, ajuda diminuir as dores do parto, Oraia, protege os fetos, Paeonia, a curadora, Soodina, a salvadora nos partos difíceis.
Protetoras das mulheres: Alexeteira, a campeã nas competições, Alexiares, afasta as maldições, Alexibelemnos, protetora da vida, Angelos, mensageira, Aristoboulia e Boulephorus, conselheiras, Berekynthia, traz sabedoria, Brauronia e Philomeirax, protetoras das meninas, Britomartis, a doce donzela cretense, Despoena, a Senhora, Dynatera, a poderosa, Eleutho, a libertadora, Eulinos, a tecelã, Kalliste e Parthenia, lindas donzelas, Keladeina, que dá a boa voz, Kleito, das invocações, Kytheria, para esconder e proteger, Hegemone, da dança, Hiereia, a sacerdotisa, Iasoria , a curadora, Lathrios, dos segredos, Metapontina, guia e protege nas mudanças, Nikephoros, dá a vitória, Opis, do silêncio, Pamphylaia, providencia tudo, Pasikrateia, fortalece, Prothurea, fica na frente da porta, Progoneia, a ancestral, Polymastis, com muitos seios, Skiatis, das sombras, Thekla, a famosa, Themisto, do oráculo, Upis, a que vigia.
“Aquela que traz a luz”: Amphipyros, que leva a tocha, Delia, a Brilhante, Koryphasia, Donzela da luz, Leukione, a Branca Brilhante, Phoebe, a luminosa, Pyronia, guardiã do fogo, Selaphoros, que transmite a luz.
Nos seus cultos e festivais (como Mounichion, em abril em Athenas ou Nemoralia em agosto em Roma), celebrados nas noites de lua cheia eram acesas fogueiras e feitas procissões com tochas; as sacerdotisas apareciam em carruagens puxadas por cervos e traziam bolos cobertos com velas para as oferendas.Em Brauronia, onde tinha um templo dedicado a Ártemis, meninas pré-púberes vestidas com túnicas tingidas com açafrão e nomeadas de “ursinhas” eram iniciadas e preparadas para realizar danças ritualísticas imitando os movimentos das ursas. As sacerdotisas usavam máscaras de argila branca para representar a Lua e dançavam nas clareiras nas noites de lua cheia.
Muitas eram as lendas sobre as ninfas de Ártemis, as jovens que corriam junto com as corças e os cães nas florestas e se defendiam dos perseguidores com seus arcos e flechas como fazia a própria Deusa. Muitas delas ao invocarem a proteção de Ártemis – quando ameaçadas pela violência ou cobiça masculina – eram transformadas em árvores ou animais, como Daphne que se tornou em louro (planta sagrada e oracular), Aretusa em uma fonte ou Atalanta em leoa. Ártemis matava os seus perseguidores como aconteceu com Orion e Acteon; também matou a serpente Python e o gigante Tithyus, que atormentavam sua mãe, sendo a única deusa que auxilia e defende a mãe.
Para as mulheres que seguem o Caminho da Deusa, Ártemis personifica o espírito feminino independente, que lhes possibilita estabelecer e defender seus próprios objetivos e escolhas, agindo com confiança e determinação, sem precisar da aprovação masculina. Sentindo-se completas em si e por elas mesmas, o arquétipo de Ártemis reencontrado e reavivado pelas mulheres modernas, lhes confere a habilidade de se concentrar naquilo que é importante, sem se perturbar com a competição, as exigências ou necessidades alheias. O enfoque nos objetivos e a perseverança facilitam a superação dos desafios e obstáculos, direcionando a vontade para alcançar o alvo estabelecido.
As metas do movimento feminista podem ser resumidas pelas qualidades de Ártemis:empreendimento, independência, competência, compaixão (pelos oprimidos, crianças, mulheres, animais). A área dos interesses abrange uma gama variada como: defesa social, socorro às mulheres perseguidas, maltratadas ou abusadas, combate à pornografia e exploração infantil, punição dos estupros e incestos, o empenho para a divulgação e prática dos partos naturais com auxilio das parteiras, a conexão, o respeito e a gratidão permanente perante a natureza, as competições esportivas para jovens, atividades e preocupações ecológicas, solidariedade, parceria e irmandade entre as mulheres, o resgate dos valores e cultos lunares.
Os desafios representados pela exacerbação do arquétipo de Ártemis são: negação da vulnerabilidade própria, indiferença às necessidades alheias (frieza e crueldade com os homens e animais), hostilidade, raiva destrutiva, distanciamento emocional, falta de atenção, cuidados ou compaixão perante os outros, desvalorização das qualidades receptivas, nutridoras e protetoras femininas. A tarefa para retificar os excessos ou faltas deste arquétipo consta na identificação dos padrões positivos e negativos, reconhecendo e eliminando a auto-sabotagem, o alinhamento com os ciclos lunares e naturais, atividades físicas, interesse pela natureza, a definição do que precisa renovar, inovar, descartar, começar ou completar, a valorização da amizade com mulheres.
A sabedoria que Ártemis nos oferece nos dias de hoje é descobrir, defender e expressar a verdade e o poder pessoal, ter centramento e enfoque necessários para alcançar objetivos, complementar as polaridades internas e externas, ampliar os interesses saindo do micro e do individual para o macro e o global, unir razão e emoção, instinto e intuição, força e compaixão, rumo para a unificação e a total integração do se

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Deusa Kuan Yin


Deusa Kuan Yin



Kuan Yin – A Benevolente

Panteão: Oriental (China)

Cores: Prata, Branco, Azul e Amarelo

Planeta: Lua e Sol

Dia da Semana: Segunda-feira e Domingo

Incenso/Erva: Lavanda, Rosa Branca e Sândalo

Conselho: A compaixão e a compreensão podem ser caminhos para que você desperte sua cura interna. Quando se sentir perdida ou confusa, respire e faça uma prece, algo que toque seu espírito e a conecte à verdadeira sabedoria e ao poder de perdoar. Esse perdão deve começar por perdoar a si mesma.

O Magnified Healing tem como “âncora” Kuan Yin, que é a deusa do amor e da compaixão; e a partir daí, vieram o meu amor e laços com Kuan Yin. Ela é forte presença, e uma vez seu devoto, ela te enche de bênçãos visíveis. Kuan Yin te protege mesmo, ela se manifesta em perfumes, em insights, você sente seu coração ter sido fisicamente mexido; ela dá muito, mas muito a seus devotos.

Mas quem é Kuan Yin?
Existem inúmeros sites falando de Kuan Yin, mas farei um breve resumo.
Kuan Yin é uma divindade chinesa. É um Bodhisattwa (um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascenção). E segundo consta, Kuan Yin viveu como nós, e mesmo após alcançar a ascenção; diante das dores e lamentos do mundo, ela optou ficar próxima à Terra e amparar e proteger os que precisam. O seu nome significa “aquela que considera, vigia e ouve os lamentos do mundo”.
Reverenciada no oriente, cada vez mais ela vem sendo conhecida e adorada também no ocidente. Principalmente depois da década de 80, quando por Sua intervenção direta, o Magnified Healing foi trazido à Terra e revelado à Gisele King e Katryn Anderson. A partir daí, o Magnified Healing (ou Cura Magnificada) tem se espalhado rapidamente pelo mundo, assim como os devotos de Kuan Yin.

Kuan Yin tem várias representações:
* pode aparecer inclusive na forma masculina; mas para os budistas, um bodhisattwa pode se manifestar em várias formas, e com esse recurso viajar pelo mundo conclamando todos seres à salvação.

*Embora seja comum vê-la na figura feminina delicada e ornada; ela também pode armar-se para batalhas, para que seja feita a justiça e o bem vença.

* Mas na maioria de suas representações, Kuan Yin aparece tendo em uma de suas mãos um ramo de salgueiro, que simboliza o néctar divino da vida e a realização dos desejos; e na outra mão um pote de água sagrada (o vaso do néctar da felicidade, da compaixão e sabedoria).

*Frequentemente Kuan Yin também é representada tendo crianças por perto, sendo considerada a protetora e “doadora” das crianças.

* Sobre as águas, ela é a protetora dos pescadores, dos navegantes.

*Com mil braços e vários olhos, ela representa a mãe oniprosente que vê em todas as direções e estende seus braços para prestar auxílio simultâneo à todos que necessitam.

*O rosário, às vezes presente em Suas mãos, simboliza os seres vivos que ela está conduzindo ao “renascimento”.

* Aparece também próxima a um dragão, o símbolo da sabedoria celestial.

* E ainda é comumente representada sobre uma enorme flor de lótus. E a flor de lótus é o símbolo da transformação, da pureza nascida da lama.

Dizem que monges e fiéis budistas visualizam-se caminhando sobre a flor de lótus, acreditando estar espalhando amor e compaixão. Somente agora vim saber disso. Mas achei interessante a coincidência com a minha primeira experiência com o Magnified Healing.
Antes de ser iniciada fui receber uma sessão, sem saber direito do que se tratava e durante a sessão vi meus pés descalços pisando sobre flores brancas e a certeza de ser muito feliz. Somente depois vim saber da flor de lótus e de Kuan Yin associadas ao Magnified Healing. E agora, para minha surpresa, fiquei sabendo dessa prática. (Coisas de Kuan Yin!! – rsrs)
Abaixo vou colocar um site que eu acho ótimo, que é de Rosane Volpatto. Dentre várias informações que estão nesse site, vou mencionar algumas práticas que aderi com resultados positivos.

ALTAR 
A primeira prática é montar um altar para Kuan Yin.
Coloque Kuan Yin no centro, e faça a disposição das oferendas de forma circular à Sua frente. São elas:
- Velas – amarela, rosa e azul, pois representam a chama trina do amor divino, sabedoria divina e poder divino. As velas são direcionadas à luz no caminho, na vida.
- Incenso – representa os preceitos e regras que precisam ser conscientizados e seguidos na vida.
- Flores – representam a caridade – para com o próximo e as recebidas do Universo.
- Duas águas – uma pura e outra perfumada (pode-se usar essências ou ervas perfumadas trabalhando a intenção). Após a consagração da águas; a perfumada pode ser usada para aspergir sobre o altar, no ambiente. A água pura para tomar, ou tocar os chacras, visando harmonização.
- Concha – representa os conhecimentos: os adquiridos e os que estão porvir, e a transmissão dos mesmos.
- Fruta – essa oferta é para que se alcance a paz, a luz interior, ou seja, para receber os benefícios da meditação Samadi.
Após montar o altar, faça a consagração.
Recite o mantra: ‘OM BU-LIN”, 21 vezes.
Depois, o mantra: “OM-AH-MI-LI-DEH HUM PEI, 7 vezes, visualizando a energia entrando na água.
Toque um sino ou bata palmas 3 vezes.
Em posição de oração repita o mantra 3 vezes: NAMO TAPEI KUAN YIN PUSA.
Então faça uma oração pessoal à Kuan Yin e eleve as duas águas pedindo que as mesmas ao serem usadas proporcionem limpezas, curas e bênçãos.
Agradeça.

PEDIDO DE PROSPERIDADE
Pode-se ainda fazer pedidos de prosperidade à Kuan Yin, pois ela dá muito a seus devotos, basta pedir. Com os braços elevados em forma de cálice, peça a Kuan Yin que preencha o cálice de sua vida com toda prosperidade, com abundância de bens.
Se quiser, pode fazer uma novena para a prosperidade, procedendo com ritual e acendendo uma vela por 9 dias a partir de uma lua cheia.

MEDITAÇÃO 
Essa é uma meditação que adoro fazer, é muito interessante e eu diria muito forte.
Sente-se diante do altar em posição de meditação e por alguns instantes fite a chama da vela. E então imagine saindo de seu coração um arco-íris, formando uma ponte sobre a qual você caminha, enquanto visualiza um riacho que corre debaixo. Esse arco-íris te leva ao encontro de Kuan Yin, em Sua ilha. Ao chegar à ilha, Kuan Yin te recebe. Imagine-se sendo recebido por Kuan Yin, visualize o local, a natureza, e converse com Kuan Yin. Fale o que quiser e ouça o que Ela tem para te dizer. No momento certo, despeça-se de Kuan Yin. Ela pode te abraçar, pode lhe dar uma flor de lótus…Agradeça e retorne.
Como já disse antes, Kuan Yin é sempre muito presente. E os rituais citados acima podem parecer complexos para alguns. O mais importante, no entanto, é criar momentos e as próprias formas de se entrar em contato com Kuan Yin, e estar sempre sob suas bênçãos.
E que estejamos todos!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A DEUSA MACHA


A Deusa Macha foi adorada na Irlanda mesmo antes da chegada dos celtas. Ela é uma deusa tríplice associada com Morrigan a deusa da guerra e da morte. É ligada também a Dana no aspecto de fertilidade da mulher. Seu pai era o "Aed, o vermelho" e sua mãe era Ernmas (druida feminina).Há diversas lendas que convergem à Deusa Macha. Às vezes ela aparece como sendo pertencente à raça de Thuatha De Danann, mas em outras surge como uma rainha mortal. Portanto, é normal a confusão à respeito do que realmente ela é.Macha foi esposa de Nemed e consorte de Nuada; chamada de "Mulher do Sol". Ancestral do Galho Vermelho, é a Rainha da Irlanda, filha de Ernmas e neta de Net. Seu corpo é o de um atleta e seus símbolos são o cavalo e o corvo.Macha está presente no "Livro das Invasões" quanto nas lendas do Ciclo de Ulster. Esta deusa é uma deidade tipicamente celta, pois em dado momento ela parece ser suave e generosa, para em outro transformar-se em terrível mulher guerreira.Em algumas fontes, Macha é citada como uma das três faces de Morrighan, a maravilhosa deusa da guerra, da morte e da sensualidade. No "Livro das Invasões", a seguinte frase descreve esta triplicidade;"Badbh e Macha, grandes poderes.Morrighan que espalha confusão, Guardiãs da Morte pela espada, Nobre filhas de Ernmas."Nesse contexto, Macha é retratada como uma mulher alta e destacada, vestindo uma túnica vermelha e cabelos castalho-amarelados.Estas três deusas esconderam o desembarque dos Thuatha de Dannan na Irlanda no início dos tempos. Elas fizeram o ar jorrar sangue e fogo sobre oa Fir Bolgs, aqueles que inicialmente se opuseram contra os Thuatha, e depois os forçaram a abrigá-los por três dias e três noites.No "Livro Amarelo de Lecan", Macha é glosada como "um corvo, a terceira Morrighan".Mas quem são as três Morrighan?São:Nemain - "frenesi", a que confunde as vítimas e espalha medo;Morrighan - "Grande Rainha", a qual planeja o ataque e incita à valentia;Macha - o corvo que se alimenta dos cadáveres em combate. Está também associada a troféus de batalha sangrentos, como as cabeças recolhidas dos inimigos, chamadas de "a Colheita de Macha". Esta sua ligação com a arte da batalha é reforçada nome das Mesred machae, os pilares das fortalezas, onde as cabeças dos guerreiros derrotados eram empaladas.Macha é também a deusa que guia às almas ao além-mundo. Ela vive na terra dos mortos à oeste. Antes de sua ligação com à morte, ela representava a quintessência das fadas. É igualmente considerada uma deusa da água semelhante a Rhiannon e Protetora dos Eqüinos como Epona. Está ainda, associada à deusa do parto, especialmente se este for de gêmeos.

A DEUSA E BRUXA CERIDWEN



Os celtas são integrantes dos povos indo-europeus, originários das grandes estepes da Ásia Central. A partir do período neolítico, vários grupos se deslocaram em levas sucessivas, até ocuparem, no final da Idade do Ferro, todo o oeste europeu, do Rio Reno até o Oceano Atlântico. Nos dias de hoje, o centro da cultura celta se localiza nas ilhas britânicas, desdobrando-se em três ramos: o irlandês, o galês e o bretão. Na tradição galesa, o caldeirão do renascimento é associado com Ceridwen, deusa do grão e da inspiração, a suprema iniciadora e senhora dos mistérios. Nele ela ferve a poção iniciadora, a fonte de todo conhecimento. Em sua função de guardiã da sabedoria, ela pode assumir formas assustadoras, com o propósito de inculcar responsabilidade pelo conhecimento e seus usos.
Relata a lenda que Ceridwen, esposa do nobre Tegid do norte de Gales, tinha uma filha, que era a mulher mais linda do mundo, e um filho terrivelmente feio. Pensando em compensá-lo por sua feiura, Ceridwen usa sua magia para preparar a “poção da inspiração e de toda sabedoria”, no intuito de torná-lo o sábio vidente mais famoso de todos os tempos.


Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.


Para tanto, durante o ano ela colhe flores, folhas e ervas, que cozinha em seu caldeirão. Um ano e um dia fervilha a poção no caldeirão mágico de Ceridwen, quando três gotas respingam no dedo do jovem ajudante Gwion, encarregado de manter o fogo aceso. Como reflexo, ele põe o dedo na boca. As três gotas da poção mágica foram suficientes para que diante dele se abrissem passado, presente e futuro, incluindo o conhecimento do perigo que lhe advinha da própria Ceridwen, assim que esta soubesse do ocorrido.


Deixando pra trás o caldeirão fervente, ele fugiu na forma de um coelho, um peixe, um pássaro, mas a deusa-mãe o perseguiu como cachorro, lontra e falcão. Finalmente Gwion se reduz a um grão de trigo, mas é engolido por Ceridwen transformada em galinha preta. Ela engravida e o traz ao mundo como um menino tão bonito, que ela não é capaz de matá-lo. Em vez disto, ela o esconde num saco de couro e o joga ao mar, de onde é pescado pelo nobre Elffin, “o sem sorte”, na véspera de Beltane, de quem recebe o nome de Taliesin.


DEUSA DANA
Mas o de Ceridwen não é o único caldeirão da mitologia celta. Quando chegaram à Irlanda, as tribos da Deusa Dana (os Thuata Dé Danaan), mãe fecunda, geradora divina de todos os deuses irlandeses, trouxeram consigo a religião, a ciência, a profecia, a magia e, principalmente, quatro talismãs, entre eles o caldeirão de Dagda, o Deus Bom. Conhecido por sua abundância, o caldeirão de Dagda incessantemente produz a comida mais requintada e a bebida mais saborosa. Diz-se que ninguém se afasta insatisfeito deste caldeirão inesgotável e benéfico.


Já na tradição bretã, a assimilação do cristianismo trazido pelos romanos transformou o caldeirão no Santo Graal, o cálice capaz de regenerar a terra devastada, desde que o cavalheiro que o encontrasse tivesse um coração puro e fizesse a pergunta apropriada, façanha que coube a Gawain, Cavalheiro da Távola Redonda. A pergunta correta a ser feita era: “A quem deve ser servido este copo?”


Qual seria sua resposta a esta pergunta?


Quais são os ingredientes da poção que você está preparando no seu caldeirão?