Artigos - A Magia do Antigo Egito |
O povo egípcio foi reconhecido perante a história e por outras civilizações que com eles tiveram contato, como um povo com forte fé religiosa e magistica. A fama de seus Magos e Sacerdote, poderosos o suficiente para controlar o Sol e a Lua, possuírem o controle de Deuses, Demônios, Homens e Animais, ultrapassaram as fronteiras de tempo e espaço e até hoje são sinônimos de grandes nomes do místico. No mundo antigo quando se desejava mergulhar dentro de uma busca espiritual, as margens do Nilo era com certeza o lugar certo, com seus místicos, mestres, sacerdotes, magos e sem falar dos templos e lugares ocultos aos olhos alheios. Os gregos tinham grande admiração e curiosidade sobre os conhecimentos ocultos da mística religião egípcia. Guardada durante séculos como segredo junto aos escribas, a própria escrita egípcia era vista como mágica pelos gregos. Vários iluminados antigos também aprenderam junto aos sacerdotes egípcios, como Abraão, Moises, José e mesmo Jesus estiveram envolvidos em tais ensinamentos místicos. Dentro deste mundo mágico, o poder da palavra era supremo, Isis ao descobrir o nome secreto de Rá por exemplo, realizou ser tão poderosa como ele. Em uma ocasião Rá foi salvo por Isis da morte pela aplicação deste poder a ela revelado. Assim como conhecendo das conjurações corretas, os magos podiam possuir o poder e força dos Deuses invocados. O próprio Thot (Deus da sabedoria) manifestou o mundo através da pronúncia de uma palavra específica. Dentro da antiga religião se podia criar um elo divino junto aos deuses, através de rituais, palavras, ações, manifestando as características e poderes de um determinado Deus. Se poderia utilizar-se desses rituais, palavras e ações para evocar determinada manifestação de um Deus, ao mesmo tempo também poder-se-ia neutralizar das energias negativas de certos deuses opositores com oferendas e sortilégios. Ou mesmo alcançar apenas as boas graças dos mesmos. Através de tais praticas magisticas religiosas era possível transferir ao homem tais poderes divinos, através de amuletos, imagens, tatuagens, orações... E assim essa rica cultura dos sacerdotes de Tebas trouxeram conhecimento ao mundo conhecido de sua época e ainda hoje influenciam diversas áreas de nossa sociedade moderna, seja na arquitetura da biblioteca central de Los Angeles, o Museu do Luvre, ou na vitrine de diversas grifes de jóias finas. E devido sua imensidão de conhecimentos ainda inexplorados, a Magia do antigo Egito continuará a enfeitiçar e influenciar ainda por algumas gerações. A curiosidade e admiração fizeram o culto de Isis ir espalhando-se por todo o mundo antigo. Seus mistérios influenciaram Gnósticos, Cristões Primitivos, Cabalistas, Hermetista, Rituais das mais diversas culturas, Sociedade Secretas e seus próprios segredos e até a idéia de hierarquia de panteão.
Apesar de ser claro a influência dos egípcios entre as culturas que teve acesso, fica muito difícil conseguir distinguir tais toques culturais. Tais elementos atingiram tantas culturas e vertentes que até os cultos relacionados aos Orixás possuem essa ligação. E qualquer um que estudar um pouco do antigo mundo perceberá essa ligação, evidenciada pelas palavras de Marcelo Motta -o maior magista brasileiro- que disse que Aleister Crowley (seu amigo pessoal e parceiro literário), tinha manifestado o culto dos orixás egípcio dentro de padrões europeus. Isso porque a forma de manifestação dos Orixás é bastante similar a forma de manifestação das entidades Egípcias.
MP Nuno MNH
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