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sábado, 11 de junho de 2011

A Mitologia dos Deuses

Artigos - Mythos – A Mitologia dos Deuses


“História que se conta”. Essa é a tradução literal mais próxima do significado de mythos. Os gregos em especial contribuíram no ocidente com a amplitude e influência dentro de sua época. Muitos povos antigos se inspiravam na cultura ateniense, até seus vizinhos romanos se renderam aos deuses do Olympus, porém com uma roupagem cultural própria para seu povo.
Logicamente a mitologia grega não nasceu em um dia, como qualquer outra, foi forjada durante um longo período por povos diversos de forma oral. Invasores do norte trouxeram suas lendas, recebendo influência dos mercadores e viajantes que vinham da Ásia e África (com suas devidas culturas e Deuses) e de pouco a pouco, foram ocupando seus devidos lugares, tornando-se parte dos seus próprios Deuses muitas vezes nativos.
A gênese grega diz que no inicio existia o Caos, uma matéria composta de todos os elementos* e que através de suas acumulações foram manifestadas as formas físicas. Essas acumulações aos poucos foram obtendo controle sobre uma determinada área e assim nascerão os seus primeiros filhos Nix (Noite) e Érebo (Trevas) e de Nix nasceu os primeiros Deuses Urano (o Céu) e Gaia (a Terra).
* o hermetismo também aponta o mesmo princípio, mas através de conceitos alquímicos; Na ciência moderna da física quântica, essa matéria é referida como matéria negra;
Quando o Urano e Gaia se unirão, nascerão os Titãs, a própria manifestação da violenta força da natureza . O homem avançou em seu conhecimento e logo a natureza violenta primitiva foi evidenciada, quando o último e mais jovem dos Titãs, Cronos, com violência impar destronou seu pai e deu inicio a identidade cultural conhecida por ‘idade de ouro’. Crono tomou posse como nova divindade suprema a pedido de sua própria mãe, Gaia.
Cronos devorando um de seus filhosCronos devorou seus próprios filhos (Héstia, Deméter e Hera, Hades e Poseidon), com medo que o destronassem como fizera com seu pai. O único a escapar foi Zeus, o mais jovem. Após adquirir conhecimento e poder Zeus, com ajuda de Métis, vingou-se de seu pai Cronos, fazendo com que ele cuspisse seus irmãos devorados. Assim Zeus destronou seu pai Cronos e fundou a dinastia dos Deuses do Olympus, tornando-se a maior divindade da terceira geração de deuses.
Os novos Deuses do Olympus eram muito “refinados” ao contrario de seus tios (Hades, Posêidon). Conta Homero que quando desafiado por seu Tio Posêidon, Apolo disse:
“Se eu aceitasse lutar com você pelos homens, por essa pobre raça que cresce e murcha como folhas das árvores, você teria todo o direito de me chamar de louco e de achar que perdi o senso de medida”.

Paralelamente a essa mitologia, a sociedade Grega desenvolvia-se de maneira muito similar. A fim de tentar fazer uma linha de raciocínio, mesclaremos a história da sociedade com a mitologia já citada.
Quando existia Caos e a matéria condensada, a sociedade estava na idade das cavernas, onde o homem primitivo era o que existia. Ele não tinha a consciência de uma divindade superior.
Quando o homem primitivo começou a evoluir e viver também a base de agricultura, notaram que as maiores forças por eles conhecidas é que na verdade regiam suas vidas. Passaram a acreditar então que cultuando essa força superior, uma força benevolente cairia sobre eles. Denominaram então que o ‘deus vulcão’, o ‘deus vento’, o ‘deus mar’ e as outras forças conhecidas teriam suas próprias personificações. Essa foi a era em que a sociedade reconhecia a primeira geração dos deuses (Gaia, Nix, Urano...).
Posteriormente a sociedade evolui e vive sobre determinadas regras, tornando cada região um povoado com cultura independente. Foi o período que as culturas começaram a misturar-se devido às pequenas imigrações, período esse que foi concomitante com o período da idade de ouro de Cronos, reflexo da sociedade violenta e bruta da época, repleta de invasões e tomadas de cidades.
Conforme as sociedades se expandiam, suas culturas também iam se mesclando. Essa mistura de sociedades traziam um avanço tecnológico e “divino” as sociedades das mais diversas partes do mundo, constituindo as culturas de cidades-estados da época. A barbárie já não era mais empregada como antes, era uma época mais ‘cordial’ até mesmo entre os povos invasores e os que eram invadidos. Foi a época em que na mitologia Zeus destronou Cronos através do que se pode chamar de política (já que ele associou-se com Métis em busca de um bem comum).
Podemos então chegar a uma conclusão que tanto a história da sociedade quanto a história mitológica andaram por caminhos paralelos, tendo seus pontos em comum. E vemos que logicamente uma história influenciou a outra: tanto os acontecimentos da sociedade influenciaram a história mitológica quanto a mitologia influenciou os fatos históricos. Afinal, apesar de os deuses nem sempre serem os personagens principais, é muito raro não serem mencionados dentro de uma narrativa histórica.
Curiosamente, alguns deuses, semi-deuses, heróis e mesmo os homens dessas histórias e mitologias, localizavam-se dentro do mapa do mundo conhecido. Assim vemos locais reais  e de possível visitação dentro destes mitos como, o estreito de Gibraltar (antiga colunas de Hercules), Monte Olympus, Monte Parnaso (onde Apolo matou o Titã Píton)...
Na maioria das vezes não é a palavra dos Deuses que é transmitida, mais sim a história de um mundo em que Deuses e homens viviam.


MP Nuno MNH

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Magia do Antigo Egito

Artigos - A Magia do Antigo Egito

O povo egípcio foi reconhecido perante a história e por outras civilizações que com eles tiveram contato, como um povo com forte fé religiosa e magistica. A fama de seus Magos e Sacerdote, poderosos o suficiente para controlar o Sol e a Lua, possuírem o controle de Deuses, Demônios, Homens e Animais, ultrapassaram as fronteiras de tempo e espaço e até hoje são sinônimos de grandes nomes do místico.

No mundo antigo quando se desejava mergulhar dentro de uma busca espiritual, as margens do Nilo era com certeza o lugar certo, com seus místicos, mestres, sacerdotes, magos e sem falar dos templos e lugares ocultos aos olhos alheios.

A curiosidade e admiração fizeram o culto de Isis ir espalhando-se por todo o mundo antigo. Seus mistérios influenciaram Gnósticos, Cristões Primitivos, Cabalistas, Hermetista, Rituais das mais diversas culturas, Sociedade Secretas e seus próprios segredos e até a idéia de hierarquia de panteão.

Os gregos tinham grande admiração e curiosidade sobre os conhecimentos ocultos da mística religião egípcia. Guardada durante séculos como segredo junto aos escribas, a própria escrita egípcia era vista como mágica pelos gregos. Vários iluminados antigos também aprenderam junto aos sacerdotes egípcios, como Abraão, Moises, José e mesmo Jesus estiveram envolvidos em tais ensinamentos místicos.

Dentro deste mundo mágico, o poder da palavra era supremo, Isis ao descobrir o nome secreto de Rá por exemplo, realizou ser tão poderosa como ele. Em uma ocasião Rá foi salvo por Isis da morte pela aplicação deste poder a ela revelado. Assim como conhecendo das conjurações corretas, os magos podiam possuir o poder e força dos Deuses invocados. O próprio Thot (Deus da sabedoria) manifestou o mundo através da pronúncia de uma palavra específica.

Dentro da antiga religião se podia criar um elo divino junto aos deuses, através de rituais, palavras, ações, manifestando as características e poderes de um determinado Deus. Se poderia utilizar-se desses rituais, palavras e ações para evocar determinada manifestação de um Deus, ao mesmo tempo também poder-se-ia neutralizar das energias negativas de certos deuses opositores com oferendas e sortilégios. Ou mesmo alcançar apenas as boas graças dos mesmos. Através de tais praticas magisticas religiosas era possível transferir ao homem tais poderes divinos, através de amuletos, imagens, tatuagens, orações...

Apesar de ser claro a influência dos egípcios entre as culturas que teve acesso, fica muito difícil conseguir distinguir tais toques culturais. Tais elementos atingiram tantas culturas e vertentes que até os cultos relacionados aos Orixás possuem essa ligação. E qualquer um que estudar um pouco do antigo mundo perceberá essa ligação, evidenciada pelas palavras de Marcelo Motta -o maior magista brasileiro- que disse que Aleister Crowley (seu amigo pessoal e parceiro literário), tinha manifestado o culto dos orixás egípcio dentro de padrões europeus. Isso porque a forma de manifestação dos Orixás é bastante similar a forma de manifestação das entidades Egípcias.

E assim essa rica cultura dos sacerdotes de Tebas trouxeram conhecimento ao mundo conhecido de sua época e ainda hoje influenciam diversas áreas de nossa sociedade moderna, seja na arquitetura da biblioteca central de Los Angeles, o Museu do Luvre, ou na vitrine de diversas grifes de jóias finas. E devido sua imensidão de conhecimentos ainda inexplorados, a Magia do antigo Egito continuará a enfeitiçar e influenciar ainda por algumas gerações. 



MP Nuno MNH

Magos do Antigo Egito

Magos do Antigo Egito


Em tempos antigos, época de culturas misteriosas e pouco conhecidas, conceitos religiosos e mágicos andavam de mãos dadas, completando um ao outro dentro de sua mitologia e concepções espirituais. Tomemos de exemplo o Egito. Sabemos da visão ingênua e muitas vezes preconceituosa que seus vizinhos possuíam sobre esta terra mágica em sua formação social e construíram uma visão negativa sobre tais praticas, vista como algo “demoníaco”.

Isso por conta apenas da divergência em como observar determinada cultura. Na verdade, a magia pode ser dividida em duas formas que ainda são levadas em conta dentro da psique humana:

  1. Utilizada para confirmar e legitimar propósitos divinos, para o benefício dos vivos e/ou dos mortos, potencializar as capacidades do ser vivo e das relações com os Deuses e mortos;
  2. Utilizada para propósitos maléficos e nefastos, com o objetivo de atingir de forma destrutiva aquele em que foi direcionado o ato magistico.

Hoje reconhecemos estas vias como Magia Branca ou Caminho da Mão Direita e o outro como Magia Negra ou Caminho da Mão Esquerda. Apesar de a magia não possuir cor, mais sim a intenção do coração de quem a manifesta.

A Bíblia Judaico/Cristã demonstra maravilhosamente a capacidade magistica dos magos de Kemet (Terra Negra que deu o nome ao Egito). Moisés é o grande exemplo: educado pelos sacerdotes do faraó aprendeu os segredos da ciência da nobre arte.  Seus poderes como a vara de serpente, as pragas do Egito, comunicação com os répteis e a divisão do mar vermelho, já eram conhecidos e realizáveis antigamente. O poder do verbo ainda era realizado por homens que buscavam a sua pureza, em ação, pensamento e sentimento.

Devemos compreender que os magos egípcios possuíam tais conhecimentos, porém a de se diferenciar o propósito magistico da questão. Moisés realizava sua ação enquanto mago, por ordem do Deus hebreu, já os Deuses Egípcios o realizavam a comando dos sacerdotes, que eram dirigidos pelo faraó e tal ação intencional possui toda diferença.

Além dos relatos dos judeus que foram testemunhas históricas, existe um tratado muito interessante sobre o assunto, o famoso papiro de Westcar (escrito na 18º Dinastia a 1550 a.c.), que conta que o Rei Khufu (Quéops) observou com os próprios olhos o sacerdote Tchatcha-em-ânkh, dividir as águas de uma lagoa em colunas.

Em outra ocasião viu o sábio Tendo de Tet-Seneferu, enfrente e por ordem do faraó,  trazer de volta a vida vários animais sagrados, entre eles gansos e bois, após lhes terem sido arrancadas as cabeças. O sábio as unia novamente e trazia o sobro da vida novamente a seus corpos.

Tais verdades somente se tornaram presentes, quando homens/mulheres de corações, mentes e ações puras, novamente tomarem o poder do verbo vivo.

MP Nuno MNH